Interessante estudar o trabalho da Emilie Autumn e descobrir que o perfil da mulher mais ou menos culta, mais ou menos inteligente, maníaco-depressiva, mitomaníaca, mentirosa patológica, manipuladora, competitiva com o próprio homem que "ama", que afunda as outras pessoas ao seu redor pra nivelar consigo, que inveja da maneira mais destrutiva a superioridade dos béguins que escolhe (sempre homens de nobre estirpe), que é talentosa embora desprovida de rigor científico-intelectual, mas charmosa, interessante, charlatã, e que gosta de ser assim, e que faz arte com tal jeito de ser, e arte de qualidade, é na verdade um estereótipo com o qual a Emilie faz muito dinheiro: "Lolita Gótica". Conhecendo membros da tribo e, assim por acaso, sendo introduzido ao trabalho da Emilie, a deusa-mor do meio, tive a surpresa de saber que todas as garotas desse ambiente são exatamente iguais: boa conversa, aparência de cultura e agilidade de raciocínio, donas de pelo menos um talento poderoso em alguma arte e escravas obsessivas de sua imagem física além dos limites saudáveis de qualquer feminilidade. A Emilie toca um violino como ninguém, como também domina o violoncelo, o piano e vários outros instrumentos clássicos. Ela sem dúvida é gênio musical pois já tocava como concertista aos 4 anos de idade.
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